Custo de tratamento de doente de Covid-19 varia de um a 16 milhões de kwanzas

Os custos de tratamento de um doente infectado pela Covid-19, desde o mais simples assintomático ao mais complexo, pode variar entre um e 16 milhões de kwanzas, declarou ontem, em Luanda, a ministra da Saúde.

Sílvia Lutucuta esclareceu que, normalmente, faz-se um pacote, dependendo da gravidade do paciente. Naqueles casos que requer o atendimento nos cuidados intensivos fica muito mais caro.  A ministra, que falava igualmente na conferência de imprensa, explicou que os doentes da Covid-19 são testados várias vezes. O teste de RT-PCR, a melhor análise para identificar caso positivo de Covid-19, custa entre 76 a 86 dólares, o equivalente a 40 mil Kwanzas.
Para a ministra da Saúde, nos mercados internacionais, onde os custos são mais baixos e existem competitividade, o equipamento de biossegurança não fica menos de 50 dólares. Referiu que se o doente tem de ser visto várias vezes os custos acabam por ser muito altos. No caso dos fatos de biossegurança pode custar até 32.500 kwanzas.
“Quando se vai fazer gestão ou manuseamento de doentes há um aspecto fundamental que entra na equação de custo e que tem um peso importante, que são os equipamentos de biossegurança, que não são reutilizáveis”, explicou.
A titular da pasta da Saúde disse ainda que as grandes potências mundiais colapssaram, em parte, pela reprodução rápida da doença, que requer muitos recursos, alta tecnologia, sobretudo para atendimentos de doentes de alta complexidade.
A ministra disse, por outro lado, que fruto das medidas de distanciamento social, assim como da quarentena institucional, o país não registou o pior cenário.
“Não podemos dizer que estamos numa situação verde nem vermelha. Estamos no amarelo, a julgar pelos casos positivos registados”, advertiu, sublinhando que o país não registou, nas últimas 24 horas, nenhuma nova infecção. Mantém-se o registo de 25 casos positivos, seis recuperados e duas mortes. Os 17 doentes internados encontram-se estáveis.
Sílvia Lutucuta informou, também, que a equipa de profissionais recebeu um alerta de caso suspeito, que acabou por ser validado após a investigação. Aguarda-se, por esta altura, o resultado laboratorial.
No Instituto de Investigação em Ciências da Saúde foram processadas 1.957 amostras, das quais 25 positivas, 1.564 negativas e 329 em processamento. Na quinta-feira estavam em processamento 91 amostras, cujos resultados foram negativos e continuam 278 em processamento.

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